Postagem em destaque

domingo, 23 de outubro de 2016

Como Reduzir Sobrecarga Sensorial



Li em março/2016 um artigo no facebook que achei muito interessante, ia compartilhar o link, porém ele não esta disponibilizado. Encontrei um similar na internet, e por isso compartilho com todos vocês para que possamos refletir se nossas ações não pioram um possível quadro de sobrecarga sensorial...

As pessoas com Disfunção de Integração Sensorial ou condições similares, como o autismo, às vezes podem sofrer uma sobrecarga sensorial aguda. Esse problema acontece quando recebem muita estimulação sensorial, como se fossem um computador tentando processar muitos dados e, por consequência, superaquecendo. Aqui estão algumas dicas de como ajudá-las.
  1. 1
    Reconheça o início da sobrecarga. Ela pode aparecer de diferentes formas em diferentes pessoas. Alguns sinais são parecidos com um ataque de pânico; em outros, as pessoas podem ficar muito animadas ou fazer birra. Se você souber da condição da pessoa, assuma logo uma sobrecarga e não pense que ela esteja ansiosa ou se comportando mal.
    • Durante um momento de relaxamento, pergunte como a sobrecarga se manifesta na pessoa.
    • Muitos autistas usam alguns maneirismos motores repetitivos durante um ataque; por exemplo, balançam o corpo exageradamente. Eles podem usar um movimento visto apenas durante esse momento, o qual os acalma ou ajuda a lidar com a sobrecarga.
    • Se eles tiverem perdido uma habilidade que normalmente têm, como a fala, a sobrecarga é muito severa.
  2. 2
    Reduza o nível de barulho. Desligue qualquer música e peça as pessoas para a deixarem respirar. Ofereça-se para guiá-la para um local mais calmo. Dê-lhe tempo para processar e responder à pergunta, pois a sobrecarga tende a deixá-la mais lenta.
    • Se a pessoa não conseguir falar, faça perguntas simples, cujas respostas sejam sim/não, para que ela possa responder com um gesto.
  3. 3
    Não toque nem fique em cima da pessoa. A sobrecarga sensorial deixa muitos hipersensíveis ao toque, e tocá-los pode ser ainda pior. Além disso, não a intimide. Se ela estiver sentada ou for uma criança, abaixe-se.
    • Às vezes, um abraço de urso pode ajudá-la a se sentir melhor, pois aplica uma pressão profunda. Ofereça esse abraço, mas, se ela recusar, não se ofenda.
  4. 4
    Não fale mais do que o necessário. Pergunte apenas o que for imprescindível para ajudá-la, mas não fique falando o tempo todo nem tente fazer com que a pessoa fale. A fala também é sensorial, e pode piorar a sobrecarga. Esse problema também pode atrapalhar os sentidos da pessoa, fazendo com que a fala se torne um esforço para ela.

  5. 5
    Se a pessoa tiver um moletom com capuz, talvez seja legal vesti-lo nela. Isso ajuda a reduzir a estimulação, e muitos acham o peso da peça reconfortante. Se o casaco não estiver por perto, pergunte se pode buscá-lo. Uma manta pesada também pode ajudar de maneira similar.
  6. 6
    Não reaja a agressões. Em casos muito raros, as pessoas sobrecarregadas podem se tornar agressivas física ou verbalmente. Não se ofenda, pois elas não estão pensando direito.
    • A maioria das agressões ocorre quando você tenta tocar, segurar ou bloquear a rota de fuga da pessoa. Nunca tente segurá-la nem controlar o comportamento dela.
    • É muito raro que uma pessoa sobrecarregada cause alguma lesão séria, pois ela não quer machucar ninguém, apenas se livrar daquela situação.
  7. 7
    Após o ataque, a pessoa estará muito cansada e mais suscetível a se sobrecarregar por um tempo. Pode levar horas ou dias para uma recuperação total. Se puder, tente reduzir também o estresse posterior. Ficar sozinho é a melhor maneira de se recuperar.
  8. 8
    Ouça a pessoa. Ela se conhece melhor do que ninguém. Se ela puder lhe dizer do que necessita, preste atenção. As estratégias são diferentes de pessoa para pessoa. Se a tentativa de se acalmar envolver algo bizarro, como bater palmas ou balançar o corpo, não se meta. Às vezes, mesmo que a pessoa tenha boa vontade, ela pode acabar desencorajando um método funcional.
    • Se a solução for algo prejudicial, como bater a cabeça na parede ou morder os braços, alerte uma enfermeira, um terapeuta ou um adulto. Se você tentar impedir, a pessoa poderá se virar contra você, e ambos podem se machucar. Após o ataque, um especialista poderá ajudar na descoberta de um método mais eficaz.

Dicas

  • A sobrecarga sensorial não necessariamente envolve emoções. Ainda que a pessoa pareça estar em pânico, é possível estar sofrendo de um ataque sem sentir emoções negativas. Esse estado é mais cognitivo do que emocional.
  • A terapia ocupacional pode ajudar a reduzir as sensibilidades sensoriais e, consequentemente, diminuir a sobrecarga com o tempo. Quanto mais jovem a pessoa for tratada, melhor. Além disso, é importante que o tratamento seja feito por um especialista nessas disfunções.
  • A prevenção é a melhor solução. Se tiver contato regular com a pessoa, aprenda o que possa causar a sobrecarga e evite-o. Se isso não for possível, adverta a pessoa com antecedência ou discuta estratégias para gerenciar o problema.

Avisos

  • Se a pessoa começar a se machucar, não tente impedir. Ainda que assistir a isso seja doloroso, tentar seguras as mãos dela pode piorar o quadro. Apenas intervenha se a pessoa estiver fazendo algo muito sério, como bater a cabeça (há um risco de concussão ou soltura da retina) ou morder com força. O melhor é lidar com isso indiretamente, reduzindo a sobrecarga.
  • Se a pessoa nunca teve esse problema antes, ela provavelmente está tendo um derrame ou alguma outra crise médica. Analise os sintomas.
Informações do site wikihow - Sobrecarga Sensorial



sábado, 22 de outubro de 2016

#Dica: Sindrome de Asperger

A Síndrome de Asperger, dentro do espectro autista, recebe o nome do pediatra austríaco que a descobriu nos anos 40.
Anteriormente na DSM.4 haviam 5 transtornos do espectro do autismo, cada um dos quais tinha um diagnóstico único:
Transtorno Autista ou autismo clássico;
- Transtorno de Asperger;
- Transtorno Invasivo do Desenvolvimento;
- Sem Outra Especificação ( PDD-NOS );
- Síndrome de Rett, Transtorno Desintegrativo da Infância...

No DSM5, esses transtornos não existirão como diagnósticos distintos no espectro do autismo. A síndrome de Asperger e os outros passam a ser unificados e incluídos e incorporado em um só diagnostico sobre a nomenclatura de : "Transtornos do Espectro do Autismo." e suas variações analisadas por graus, Severo, Moderado, leve....


Mas quais eram as diferenças entre autismo classico e a Sindrome de Asperger?
Encontrei no site da Cuidare uma tabela bem simples e explicativa:

Diferenças entre a síndrome de asperger e autismo

Também localizei uma cartilha para educadores interessante, que pode ser utilizada não só à crianças com a Síndrome de Asperger como diz no título, mas adaptada à varias crianças com perfis semelhantes. Caberá aos pais e educadores identificarem suas necessidades e possibilidades, mas fica uma boa dica de idéias e conhecimento!!


Espero que aproveitem mais esta dica!!!! 


#Dica: Livros para baixar

Pesquisando na internet sobre algum assunto, encontrei por acaso um site bem legal que disponibiliza Livros da área da Saúde para Download ...

Acessem o site Rede c@aps busquem novos conhecimentos!!!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

#Convite: Apraxia da Fala

Tenho este ano conhecido algo ainda novo, pelo menos para mim, e que venho descobrindo cada vez mais casos e história... estou falando da Apraxia da Fala!


Acessem o site da Associação Brasileira da Apraxia da Fala na Infancia, e se houver interesse participe da II Conferência Nacional da Apraxia da Fala na Infância, que acontecerá dia 19/11/2016 em São Paulo!

Nossas crianças agradecem por buscarmos entender e ajudá-las!




#Dica para pais e professores: AUTISMO


Tenho recebido muitos contatos de escolas e conhecidos questionando sobre o autismo.... quais os principais sintomas, quais profissionais procurar e qual o melhor tratamento.

O primeiro passo: identificar que algo está acontecendo com a criança e buscar informações sobre isso. Seja para crianças com autismo ou qualquer outro diagnostico, o quanto antes diagnosticado, melhores serão os resultados das intervenções terapêuticas e pedagógicas, principalmente por se saber o que se está fazendo e para quem está sendo feito de uma dada maneira.
Todas as crianças são únicas, mas crianças com autismo necessitam de intervenções que vão auxiliar e a própria criança, aos pais e aos educadores a terem uma relação harmoniosa e produtiva. 
Vou falar um pouquinho das principais duvidas que tenho recebido e como tento orientar os casos, de forma mais generalizada, ok?!


Qual médico procurar?
Bom, acredito que toda criança tenha um pediatra (seria bom ter, não é mesmo?) e este deve ser o primeiro profissional a ser consultado. Infelizmente, não são todos os pediatras que têm este olhar para autismo ou outras alterações do desenvolvimento, que não são visíveis em exames ou ao toque, mas existem ótimos profissionais. Concordo com a fala da maioria: "cada criança tem seu tempo!" OK! Concordo! Mas mesmo assim é importante investigar, acompanhar! Não tendo o encaminhamento do pediatra, o neurologista infantil é indicado para este diagnostico (que espero sinceramente que não feche o diagnostico na primeira consulta de 30 minutos após 3 horas de espera, pois qualquer criança estrá incomodada, irritada, não vai interagir com o estranho)....Por isso papais e mamães: o não diagnóstico na primeira consulta também é cautela, profissionalismo! Mas mesmo sem diagnostico fechado, com certeza este profissional fará encaminhamentos e solicitações de exames, seja para um diagnóstico especifico ou para exclusão de outros possíveis diagnósticos.

Quais são os tratamentos indicados?
Cada caso é um caso!!!! Algumas crianças, talvez, necessitem de tratamento medicamentoso; outras não! Mas geralmente, terapias são indicadas e, não querendo puxar "sardinha pro meu lado" mas já puxando, a terapia ocupacional é muito importante!

Não é comum, mas há casos em que há a intervenção de fisioterapia, principalmente quando a marcha em pé equino (andar nas pontas dos pés) já está prejudicando tendões e musculatura, força e equilíbrio.
A fonoaudiologia irá auxiliar na comunicação (seja verbal ou não), compreensão de comandos, alimentação, linguagem.
A psicologia pode seguir a linha comportamental (tendo a mais conhecida com o método ABA - não exclusiva de psicólogos - por favor, me corrijam se eu estiver enganada), ou de exploração lúdica, como lidar com as emoções.
Terapia Ocupacional, é bem amplo, mas muito importante por também trabalhar a Integração Sensorial (já relatada em outros posts aqui no blog), independência nas atividades cotidianas,  aspectos cognitivos, motores e sociais.

Temos ainda a Equoterapia, a Hidroterapia, psicopedagogia.
Vale ressaltar que todos os estímulos são bem vindos, mas é muito importante ficar atento para não ser estressante, cansativo, podendo comprometer todo o desenvolvimento por conta do excesso de estímulos.

Encontrei na internet uma cartilha simples, mas bacana, produzida pelo Ziraldo. Fica dica para familiares e educadores.



Nesta conversa desenhada, queremos falar com vocês, professores, pais, mães e profissionais de saúde, sobre milhares de crianças que estão precisando de sua atenção para começarem a ultrapassar as barreiras do autismo. como ajudá-las? e como é, na realidade, o autismo? leia nesta cartilha.
Resultado de imagem para autismo uma realidade Autismo: Uma Realidade (Cartilha Ziraldo)

#Dica: Passo a Passo, Seu Caminho

Durante estes dias longe do Blog, não estive longe de pesquisas, atividades, cursos, palestras e vivências e experiencias, claro!

E uma das novidades que encontrei (sim, eu não conhecia ainda) foi o Livro PASSO A PASSO, SEU CAMINHO: GUIA CURRICULAR PARA O ENSINO DE HABILIDADES BÁSICAS.

Não conheci o livro pessoalmente e ficou na minha listinha de desejos (atualmente economizar é a ordem, mas quem sabe em um futuro próximo).

Agora Em Sua 2ª Edição Revista E Ampliada, 
É O Primeiro Guia Curricular Brasileiro Escrito Para E Com Crianças E Jovens Especiais, que resultou de 15 Anos De Pesquisas Em Uma Escola De Educação Especial, Bem Como Em Outras Instituições E Clínicas Psicológicas. 
Também Se Aplica A Todo Tipo De Criança E Jovem. 

Seu Objetivo É Oferecer A Profissionais Da Área De Educação E Reabilitação, Professores, Atendentes, Psicólogos, Fonoaudiólogos, Fisioterapeutas, Terapeutas Ocupacionais E, Até Mais Importante, A Pais, Uma Orientação Sistemática Para Tornar Independente E Competente A Pessoa Especial, Na Realização De Certas Tarefas Rotineiras, Ocupacionais Ou Até Mesmo, Quando Possível, Acadêmicas, Ocupacionais E Esportivas. 

O Guia Oferece 18 Programas, Nos Quais Se Aplicam Os Princípios Da Análise Comportamental Para A Aprendizagem De Habilidades Fundamentais Para O Desenvolvimento Geral, Emocional, Social E Cognitivo De Crianças E Jovens, Especiais Ou Não.

É Principalmente Útil Para O Ensino Dos Que Têm Atraso Ou Distúrbio De Desenvolvimento Ou Problemas Orgânicos Limitadores.


Passo A Passo É Um Guia Em Aberto, Que Poderá Ser Constantemente Ampliado.


Autor: Margarida H. Windholz
Edição: 2ª Edição - 2016
Número De Páginas: 482


Blog Voltando a Ativa!!!!

É... sim.... faz muito tempo que não escrevo... mas desde a última postagem, muita coisa mudou em minha rotina e não conseguia vir escrever.... mas... NUNCA É TARDE, não é mesmo?! Principalmente para retomar planos e sonhos e fazer o que ama!

No final do ano passado, eu decidi sair de um de meus empregos (o único registrado, rs) e assumir minha carreira de forma mais autônoma... quando estava ajeitando tudo e iniciei este Blog... BUMMMMMM!!!!! Mais do que surpreendentemente fui convidada a retornar a este mesmo emprego.... e aceitei!!! Porém, não deixei de lado nenhum dos projetos já estavam caminhando desde que saí de lá no ano passado, ou seja, minha rotina ficou suuuuper puxada, e por isso o blog foi deixando em terceiro plano....

Agora, sai de novo do emprego (rsrs parece loucura né?!), mas com mais bagagem, mais conhecimento e muito mais decidida nos meus próximos passos - o que inclui estar aqui novamente!

Assim, estou de volta, com novos projetos, com novos parceiros, mas só conto quando estiver tudo bonitinho e concretizado!!!! Aguardem!!!!!

Enquanto isso, voltarei a postar dicas, reportagens, sugestões, pensamentos, sempre pensando na inclusão, estimulação, desenvolvimento infantil e profissional!